Portal NetEscola

A passagem do mundo antigo para o mundo medieval; A fragmentação do poder político na Idade Média – 6º Ano – 5ª quinzena – 3º ciclo – AULA e IMPRESSÃO. - 10/11/2020

  

 

OLÁ!!!

 

VAMOS DAR CONTINUIDADE A AULA ANTERIOR.

ENTÃO LEIA O TEXTO COM ATENÇÃO E DEPOIS FAÇA AS ATIVIDADES.

 

NOSSO TEMA DE HOJE É:

 

A passagem do mundo antigo para o mundo medieval; A fragmentação do poder político na Idade Média.

 

 

          Na atividade anterior, vimos que na antiguidade o império Romano foi um modelo de instituição que funcionava de forma centralizadora para conciliar e unificar as unidades administrativas menores que estavam sob um mesmo domínio territorial. Ele se transformou em um exemplo para muitos governantes europeus, pois sua forma administrativa ficou historicamente conhecida como exemplo de domínio, inclusive dos costumes étnicos e político-culturais. No entanto, apesar de ter sido um império grande e potente, ele não subsistiu para sempre. Nesta aula, vamos ver como este grande império entrou em decadência, e sua queda se tornou um grande marco para história da humanidade pois, marca o fim da Idade Antiga e início da Idade média (Medieval). Vamos entender como isso aconteceu? Para isso leia o texto a seguir:

 

 

Fim da Antiguidade e início da Idade Média

          No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma. Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla. O ano de 476 é o marco do fim do que conhecemos como Idade Antiga, dando início ao período que costumamos chamar de Medieval, que será marcado pela formação do Império Bizantino e pela propagação do cristianismo. Embora esses marcos estejam presentes na historiografia até os nossos dias é preciso destacar que esse modelo que estabelecer uma linha do tempo sucessória de acontecimentos é baseado na experiência europeia e na sua historiografia.

 

          Assim, a queda do Império Romano do Ocidente foi um processo complexo e longo de declínio, e não aconteceu da noite para o dia, repentinamente. Ocorreu devido a diversos fatores, quando não foi mais possível manter um Império unificado, perdendo forças e território. Há diversos fatores que explicam o declínio do Império Romano, podendo-se destacar a dificuldade em manter um exército que custava caro aos cofres imperiais; as pestes que assolavam a população romana ocasionando em doenças e consequentemente em um alto número de mortes; a crise financeira que assolou não só a administração imperial como toda a população, tendo em vista que para sustentar o Império em crise os Imperadores passavam a cobrar mais impostos do povo; as reformas propostas pelos Imperadores, especialmente por Diocleciano, que não surtiram os efeitos desejados e geraram mais instabilidade; a ascensão de uma nova religião e as tentativas de combate-la, com perseguições.

 

          Ainda assim, embora a parte Ocidental tenha sido desintegrada, há aqueles que defendem que o Império Romano existiu até o ano de 1453, quando o Império Bizantino caiu, tendo a cidade de Constantinopla sido tomada pelos turcos otomanos. Há quem defenda essa versão porque, ainda assim, este império continuou sendo reconhecido como Império Romano, e ocupava parte de um território que compunha o Império Romano. Além disso, os homens e mulheres que lá viviam reconheciam-se também como romanos. Mas, eles não utilizavam o latim como língua oficial.

 

          Por fim cabe destacar que o processo que levou à queda do Império Romano do Ocidente iniciou-se com a crise do terceiro século e as sucessivas tentativas de manter um império tão vasto, com a maior extensão de terras do mundo antigo, de forma unificada, estável e coesa. As propostas que se seguiram por parte de seus Imperadores não resolveram as crises, e o Império precisou lidar com diversas outras questões, sendo as mais contundentes as invasões bárbaras e os saques a Roma, que levaram, por fim, à desintegração do Império Romano do Ocidente.

 

          Quem são os Bárbaros? Povos originários da Ásia (hunos). Leste europeu (eslavos).  Norte da Europa (Germânicos). Os Germânicos eram subdivididos em: Visigodos, Ostrogodos, Burgúndios, Vikings, Vândalos, Suevos, Lombardos, Francos, etc… Formaram reinos instáveis de curta duração. Eram rivais: disputavam entre si os mesmos territórios.

Disponível em: https://www.infoescola.com/historia/queda-do-imperio-romano-do-ocidente/Acesso em 14 de set. de 2020.

 

 

                                    

ATIVIDADES

 

1 . Na imagem a seguir temos uma linha de tempo sucessória da História da humanidade. Identifique nela quando e qual foi o evento que marca o fim do período denominado de Idade Antiga e início da Idade Média.

 

Imagem disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/40225541/264236534-linha-do-tempo-historia-geral-pdf. Acesso em: 15 de Set. de 2020.

 

 

2. Este modelo de estabelecer uma linha de tempo sucessória de acontecimentos está presente na nossa historiografia e é uma das maneiras mais utilizadas de estudar a História da humanidade. Segundo o texto ela é baseada em que modelo historiográfico?

 

Para sua reflexão!

Será que teria outra forma de estudar a História da humanidade sem ser por esse modelo?

 

3. Das alternativas a seguir, marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas. Em relação aos diversos fatores que explicam o declínio do Império Romano, podendo-se destacar:

 

    1. (    ) As dificuldade em manter um exército que custava caro aos cofres imperiais;
    2. (    ) As pestes que assolavam a população romana ocasionando em doenças e consequentemente em um alto número de mortes;
    3. (    ) A crise financeira a cobrar mais impostos do povo;
    4. (   ) As reformas propostas pelos Imperadores, que  surtiram os efeitos desejados e geraram mais instabilidade;
    5. (    ) A ascensão de uma nova religião e as tentativas de combate-la, com perseguições.
 
 

Agora, conheça as heranças e a história do feudalismo.

                                                 

A JUNÇÃO DE MUNDOS: Segundo Jacques Le Goff feudalismo é: “um sistema de organização econômica, social e política baseado nos vínculos de homem a homem, no qual uma classe de guerreiros especializados – os senhores –, subordinados uns aos outros por uma hierarquia de vínculos de dependência, domina uma massa campesina que explora a terra e lhes fornece com que viver”.

            As invasões de diversos povos de bárbaros no século IX e X e o bloqueio do mar mediterrâneo pelo avanço mulçumano provocou no Europa Ocidental um clima de grande temor e insegurança, gerando transformações no modo de vida das sociedades europeias como a ruralização da sociedade, formando vilas fortificadas, muralhas e castelo. Os mais pobres buscavam refúgio junto aos nobres e guerreiros, os camponeses aos senhores que os submetiam em servidão. O feudalismo foi possibilitado pela junção do mundo romano com a do mundo bárbaro. E esse novo período é formado com base na herança destes povos.

 

 

HERANÇAS

As instituições feudais têm em sua gênese e processo de formação a queda do Império Romano no século III, reinos germânicos V e VI e o Império Carolíngio no século IX. O legado marcante do Império Romano é o:

 

•   Colonato: Segundo Hilário Franco Junior o colonato é o aviltamento da condição do trabalhador livre e por uma melhoria da do escravo. Eram vinculados a terra que não podia ser vendida sem ele, nem o mesmo sem a terra. O colono era juridicamente um homem livre, mas escravo da terra. O senhor lhe oferecia terra e proteção, porém recebia um rendimento do seu trabalho.

 

•   Fragmentação do poder Político: Ao final do Império a administração romana não impunha mais a sua autoridade em todas as regiões, desta forma, com o poder central enfraquecido, os servos ampliaram seus poderes locais.

 

  A herança germânica foi marcante quanto a privatização da defesa através do:

•   Comitatus: Ou o companheirismo, tratava-se da ligação dos guerreiros ligados por juramento ao chefe, em servi-lo até a morte, em troca de uma parte do saque e de seu comando.

 

•   Beneficium: Era a recompensa dada pelos chefes militares germânicos aos guerreiros, davam-lhe posse de terras, que mais tarde denominada de feudos, onde o guerreiro oferecia fidelidade ao senhor.

 

•   Bucellari: Presente desde o século IV, fortaleciam o Império contra as incursões Bárbaras.

 

•   Economia Agropastoril: servia para a subsistência, a base da economia germânica era a agricultura, criavam animais.

 

 

PODER POLÍTICO

          Houve um enfraquecimento do poder político, o poder central se fragmentou, desta forma o poder passou ser exercido pelos senhores feudais, donos de grandes porções de terras, que possuía autoridade administrativa, judicial e militar. Feudo, palavra de origem germânica significa “bem oferecido em troca de algo”, onde havia o direito de posse sobre um bem, em grande parte sobre a terra. No feudo ocorriam as formas de produção e a maior parte das relações sociais.

 

           Desde o Período de Carlos Magno, a relações de dependência deste com seus servidores estava pautado na fidelidade através de laços pessoais. No feudo o senhor ou suserano (nobre) concedia o feudo e proteção ao servo que, por conseguinte prestava-lhe serviços (de importância militar), fidelidade e conselho.     A cerimônia que os vinculava, no ato da transmissão do feudo constituía-se em dois momentos:     A homenagem (o vassalo jurava fidelidade) onde o vassalo se ajoelhava diante do suserano, colocava sua mão na dele e prometia ser-lhe leal e servi-lo na guerra e a investidura (ato da transmissão de feudo ao vassalo).

 

          A relação de Suserania e Vassalagem era composta de direitos e deveres entre si. O Suserano deveria proteger e dar assistência jurídica ao vassalo, como reaver o feudo do vassalo que morresse sem herdeiro, e restringir o casamento do vassalo com pessoa que lhe fosse infiel. O Vassalo teria de prestar serviço militar ao seu senhor, comparecer ao tribunal presidido pelo suserano toda vez que fosse convocado, fidelidade e conselhos.

Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/historia/o-feudalismo.htm. Acesso em: 15 de set. de 2020.

 

 

IGREJA

             A Igreja foi reconhecida pelo Edito de Milão (313) pelo Império Romano e posta como oficial do Estado Romano em 391, quando Teodósio aplicou o Edito de Tessalônica. Desde então, além de ser a maior força centralizadora da Europa Medieval e maior proprietária de terras, a Igreja tinha o monopólio cultural. Baseado no controle ideológico, onde a Igreja regulava as relações sociais, e da Escolástica (submissão da filosofia clássica greco-romana aos dogmas da Religião Católica = monopólio na tradução e interpretação das obras). O clero é dividido em duas partes o regular (abade e monges) e o secular (papa, bispos e padres, ou seja, aqueles que possuem contato cotidiano com as pessoas).

            Um elemento político importante era a teoria dos dois gládios escrita por Papa Gelásio, em que o poder era dividido em temporal (governo dos homens) e espiritual (poder religioso). Com isso, houve sempre uma forte disputa entre os poderes pelo cesaropapismo (poder espiritual + poder temporal) entre reis e o papa, mas, no medievo, o poder sempre tendia para força papal.

            Entretanto, o poder da Igreja sofreu tensões durante o período medieval. Um bom exemplo foi o movimento herege, que, inclusive, fez surgir a Santa Inquisição, em 1231, para punir os praticantes de heresia. Exemplo de heresias, temos: o arianismo (Cristo não seria Deus, mas seu filho, com isso, sem a mesma substância), albigenses (não acatava a autoridade da Igreja e os Sacramentos) e os valdenses (defensores da pobreza do clero). Do ponto de vista político, um grande evento foi a Querela das Investiduras (1085 – 1122), que gerou a tensão entre Henrique IV (Imperador do Sacro Império Romano Germânico e o Papa Gregório VI, que colocou os Bispos sobre a autoridade da Igreja, defendendo dogmas como celibato e combatendo a simonia (venda de bens da Igreja). Sendo assim, surgiu fortes conflitos entre o Imperador e o Papa, que culminou no excomungar do Imperador. Posteriormente, Henrique IV pede perdão e estabelecendo a Concordata de Worms (1122), que limitou o poder do Imperador e reforçou a autoridade da Igreja.

 

 

IMPÉRIO BIZANTINO

O antigo Império Romano do Oriente se manteve em pé até o século XV (até a Tomada de Constantinopla em 1453 pelos árabes), porque tinha um forte exército, uma grande fortaleza e pelas relações diplomáticas com invasores. Tinha uma monarquia centralizadora e teocrática, que se reforçou por episódios contra a Igreja como as heresias (Monofisistas, que Cristo só tinha a natureza divina e não havia a santíssima trindade; Iconoclasta, que destruíram as imagens religiosas) e a Cisma do Oriente (1054), quando o Patriarca Miguel Cerulário rompeu com o Papa Leão IX, com isso, criando a Igreja Cristã Ortodoxa Grega.

Disponível em: https://www.proenem.com.br/enem/historia/alta-idade-media-fragmentacao-politica-e-o-poder-da-cruz/. Acesso em: 15 de set. de 2020. (Adaptado).

 

 

 

4. Quais foram os dois eventos que provocaram na Europa Ocidental um clima de grande temor e insegurança, gerando transformações no modo de vida das sociedades europeias e quais foram essas transformações? Preencha o quadro a seguir:

 

5. As instituições feudais têm em sua gênese e processo de formação a queda do Império Romano no século III, reinos germânicos V e VI e o Império Carolíngio no século IX. O Império Romano e a os povos Germânicos deixaram alguns legados e heranças para este período. Vamos associas estas heranças aos seus significados e depois identifique se são heranças romanas ou germânicas.

 

 

 

 

6. Com base no texto (mas sem copiar do texto) explique com suas palavras como se deu o processo de fragmentação de poder e como se deu a relação de dependência neste período.

 

 

7. A Igreja foi reconhecida pelo Edito de Milão (313) pelo Império Romano e posta como oficial do Estado Romano em 391, quando Teodósio aplicou o Edito de Tessalônica. Desde então, além de ser a maior força centralizadora da Europa Medieval e maior proprietária de terras, a Igreja tinha o monopólio cultural. Explique como o clero era dividido e como se dava a relação de poder entre os reis e o papa.

 

 

8. O poder da Igreja sofreu tensões durante o período medieval. Um bom exemplo foi o movimento herege, que, inclusive, fez surgir:

    1. (     ) a Santa Inquisição – em combater as heresias.
    2. (     ) o Celibato – proibindo casamento dos padres.
    3. (     ) a Querela – que colocou os Bispos sobre a autoridade da Igreja.
    4. (     ) a simonia – proibindo venda de bens da Igreja.

 

 

                                      

                            
                                                    

 

 

BAIXE E IMPRIMA SUA ATIVIDADE.