Portal NetEscola

As noções de cidadania e política na Grécia e em Roma – 6º Ano – 2ª quinzena – 3º corte – AULA E IMPRESSÃO - 21/09/2020

Olá Pessoal!!!

Hoje o tema da aula está muito interessante.

Aliás estudar história antiga é importante porque torna você um jovem atuante na sociedade do século XXI.

Vamos lá!?

Leia o texto a seguir:

Formação da Roma Antiga

          A civilização romana nasceu no centro da Península Itálica, na cidade de Roma, por volta do século VIII a.C. Progressivamente, os romanos foram conquistando a Itália, a área do Mediterrâneo, a Europa, o norte da África e a Ásia Menor. No seu apogeu, o Império Romano foi um dos maiores e mais poderosos da Antiguidade. Sua decadência, no século V, encerrou a Idade Antiga.

          De acordo com uma antiga lenda, Roma foi fundada pelos gêmeos Rômulo e Remo, por volta de 753 a.C. Já os historiadores e arqueólogos afirmam que Roma começou a se formar antes dessa data, no decorrer do segundo milênio antes de Cristo, a partir de algumas aldeias de agricultores e pastores. Esses primeiros habitantes construíram suas cabanas no Monte Palatino, perto do Rio Tibre. Roma era, então, apenas uma das várias povoações onde viviam os latinos, povos da planície do Lácio. A sua população cresceu e se espalhou pelas sete colinas vizinhas, levando os romanos a construir uma primeira muralha protetora.

          Roma, capital do maior império da Antiguidade, situa-se no centro da Península Itálica. A Península Itálica localiza-se na região central do Mar Mediterrâneo, no sul do continente europeu. A Itália limita-se ao norte com os Alpes, ao sul com o Mediterrâneo, a leste com o mar Adriático e a oeste com o mar Tirreno. A abundância de terras férteis e condições climáticas favoráveis; clima quente e seco, além de permitir a pastagem durante todo o ano, a região favorecia a plantação de cereais e de frutas.

          A Península Itálica foi povoada por diversos povos: italiotas, etruscos, gregos e gauleses. Os italiotas chegaram à Itália por volta do II milênio a.C., fixaram-se na Itália Central, subdividiam-se em diversos grupos: latinos, volcos, équos, úmbrios, sabinos, samnitas etc.

          Os etruscos chegaram à Itália por volta do século VIII a.C. Ocuparam inicialmente, a região central da Itália. Depois, aumentaram seus domínios conquistando regiões desde o Norte até a Campânia. Até os dias atuais não se conhece sua origem e nem se conseguiu decifrar sua escrita. Sabe-se, no entanto, que sua economia era baseada na agricultura, na indústria e no comércio. Sua marinha era bem desenvolvida e tinham o monopólio comercial da parte norte do Mediterrâneo. Sua cultura influenciou bastante os romanos.

          Os gregos chegaram à Itália por volta do século VIII a.C. Em seu movimento de colonização, os gregos fundaram na parte sul da Itália diversas cidades (Nápoles, Siracusa, Tarento etc.), conhecidas em seu conjunto como Magna Grécia. Os gauleses fixaram-se ao norte da península, na região denominada Gália Cisalpina, nas ricas planícies do rio Pó.

Agora é hora de investigar!!!

1.Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Pesquise nos meios que você tem disponível (Internet, livro didático, enciclopédia dentre outros) sobre esse mito de fundação e registre no seu caderno as suas descobertas. É bastante interessante!

Imagem disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/roma-antiga.htmAcesso em: 24 de ago. de 2020.

  1. No quadro a seguir, caracterize o processo de formação da Roma Antiga:

A história política de Roma dividiu-se em três grandes períodos:

Monárquico, Republicano e Imperial.

Nessa atividade veremos apenas o período Monárquico e Republicano.

Leia os textos a seguir:

Período Monárquico (753 a.C.-509 a.C.)

          O estudo deste período que durou quase dois séculos e meio é baseado em pesquisas arqueológicas e na interpretação das lendas e tradições. Durante a monarquia (ou realeza), Roma foi dominada por outros povos que lá viviam como os etruscos, que durante cerca de cem anos dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis. Acredita-se que, durante a Monarquia, Roma teve sete reis: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio, o Antigo, Sérvio Túlio e Tarquínio, o Soberbo. Desses reis, os quatro primeiros eram italiotas, e os três últimos, etruscos.

           Durante o período monárquico, a agricultura e a pecuária foram as atividades que predominaram entre os romanos para a obtenção de seus meios de subsistência. O trigo, o azeite e o vinho eram os produtos agrícolas mais importantes. O gado, além de fornecer a carne e os laticínios, era utilizado como tração no arado.

           A indústria e o comércio figuravam como atividades secundárias. A indústria doméstica (armas e utensílios) bastava para as necessidades mais imediatas. O comércio não chegou a dar origem a uma classe profissional, uma vez que as operações mercantis permaneceram nas mãos dos grandes proprietários rurais.

           A sociedade romana dividia-se em camadas, dispostas segundo os privilégios de nascimento. Patrícios: descendentes dos latinos, fundadores da cidade de Roma. Composta pela nobreza, que tinha suas bases assentadas na grande propriedade rural (latifundium); constituíam a camada dominante da sociedade romana. Clientes: eram homens livres que se associavam aos patrícios prestando-lhes diversos serviços pessoais, em troca de auxílio econômico e proteção social. Plebeus: pequenos proprietários, comerciantes e estrangeiros que constituíam a grande maioria da população romana. Constituía-se de imigrantes vindos, sobretudo, de regiões conquistadas pelos romanos. A princípio, os plebeus não tinham direitos de cidadão: não podiam exercer cargos públicos, nem participar da Assembleia Curial. Entretanto, lutando por seus interesses, os plebeus foram conquistando uma série de direitos e privilégios reservados só aos patrícios. Escravos: prisioneiros de guerra, em número reduzido no período monárquico. Trabalhavam nas mais diversas atividades, como serviços domésticos e trabalhos agrícolas. Desempenhavam as funções de capatazes, professores, artesãos etc. O escravo era considerado um mero bem material, uma coisa subumana, uma propriedade do senhor. Por isso, o senhor tinha o direito de castigá-lo à vontade, de vendê-lo, de alugar seus serviços, de decidir sobre a sua vida ou morte.

           Durante muito tempo, a monarquia esteve sob controle dos patrícios. Rei: a autoridade suprema. Era o chefe militar e religioso e juiz. Era fiscalizado pela Assembléia Curial e o Senado. Senado: conselho formado por velhos cidadãos, responsáveis pela chefia das grandes famílias (gens).  As principais funções do Senado eram: propor novas leis e fiscalizar a ação do rei. Formado nos primeiros tempos, por trezentos velhos chefes de famílias patrícias escolhidos pelo rei. Assembléia Curial: compunha-se de cidadãos que estavam agrupados em cúrias (conjunto de dez clãs ou gens). Seus membros eram soldados em condições de servir o exército. A Assembleia tinha como principais funções: eleger altos funcionários, aprovar ou rejeitar leis, aclamar o rei etc.

           A aproximação dos reis etruscos com a camada plebeia levou os patrícios a deporem o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, dando fim à monarquia e instituindo a República em Roma.

3. A sociedade romana dividia-se em camadas, dispostas segundo os privilégios de nascimento. Na imagem a seguir relacione as especificações a cada camada social.

  1. Durante muito tempo, a monarquia esteve sob controle dos patrícios. Sobre a organização política deste período era composto de Rei, Senado e Assembleia Curial. Na primeira coluna identifique nas especificações de qual dessas esferas se trata.

Ufa!!! Estamos quase acabando...

...faça mais essa leitura, para concluir o assunto.

República Romana (510 a.C. - 27 a.C.)

República Romana (510 a.C. – 27 a.C.) 

A queda do regime monárquico representou o início da hegemonia política dos patrícios em Roma. O Senado passou a ser uma instituição política de importância fundamental e teve o seu número de representantes elevado de cem para trezentos membros, todos oriundos da classe patrícia, que exerciam o cargo em prazo vitalício. Entre outras funções, os senadores deveriam zelar pelas tradições religiosas, cuidar das finanças, tratar da política externa, indicar um ditador, conceder honras e controlar as províncias.

As sessões do Senado eram sempre convocadas por um magistrado que organizava os trabalhos e pautas a serem discutidas naquela ocasião. Ao longo de uma mesma sessão, os senadores tinham o direito de proclamar um discurso. Logo que proferia sua opinião a respeito de um assunto ou lei, ele poderia se retirar por uma das duas portas do Senado. Se optasse pela passagem à sua direita, significava seu favor em relação à medida; saindo pela esquerda, manifestava sua desaprovação.

Mesmo abandonando o modelo monárquico, percebemos que a Roma Republicana ainda preservou alguns traços deste regime. A cada ano, a Assembleia Curiata, formada somente por patrícios adultos, escolhia dois cônsules. Sendo o mais importante cargo das magistraturas, os cônsules tinham como funções primordiais a organização dos cultos públicos, o comando dos exércitos e a convocação do Senado. Em tempos de instabilidade, poderiam indicar um ditador que teria poder absoluto por seis meses.

A chamada Assembleia Centuriata era incumbida de escolher aqueles que seriam responsáveis pelas atividades assumidas em outras duas magistraturas. A primeira delas era referente aos censores, eleitos a cada cinco anos, faziam a contagem da população, arrecadavam os impostos, fiscalizavam as obras públicas e zelavam pela conduta dos cidadãos. Outra votação decidia quem seria os pretores, responsáveis pelas questões de justiça na cidade, nos campos e entre os estrangeiros. Os membros da Assembleia Tribunícia eram escolhidos entre trinta e cinco tribos existentes em Roma, sendo a maioria delas proveniente dos campos e o restante da própria cidade. Em votação, eles escolhiam aqueles que ocupariam anualmente a função de edil, responsável pela supervisão dos serviços públicos.

Além disso, também tinham poder para decidir quem seriam os questores, ou seja, os magistrados que administravam o tesouro público guardado no templo de Saturno. Em um primeiro momento, observamos que a maioria dos cargos públicos e postos políticos era controlada por indivíduos provenientes da classe patrícia. Contudo, os conflitos sociais que se desenvolveram em Roma transformaram o quadro político romano. Progressivamente, membros da classe militar e os plebeus também puderam ocupar cargos de magistratura e votar leis de seu interesse ao criarem, por exemplo, a magistratura dos tribunos da plebe.

SOUSA, Rainer Gonçalves. “A organização política da Roma Republicana “; Brasil Escola.

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-organizacao-politica-roma-republicana.htm. Acesso em 24 de agosto de 2020.

5. Identifique se as alternativas a seguir são verdade (V) ou Fake News (F).

a)    (   ) Não era função dos senadores  indicar o ditador.

b)   (   ) Todos os senadores eram da classe patrícia.

c)    (    ) O cargo de senador era de oito anos.

d)   (    ) A pauta das sessões do senado era organizado por um magistrado.

e)    (   ) Na votação sentar a direita significava estar  a favor e esquerda desaprovar.

 

6. Mesmo abandonando o modelo monárquico, percebemos que a Roma Republicana ainda preservou alguns traços deste regime. Uns desses traços estavam relacionados a constituição das Assembleias. Identifique o que era cada uma dessas assembleias e qual era as suas funções.

a)    Assembleia Curiata

b)   Assembleia Centuriata –

c)    Assembleia Tribunícia

7. Escolha no quadro a seguir as palavras que completam a realidade social na Roma Republicana.

Os ___________________que se desenvolveram em _____________ transformaram o quadro _______________ romano. Progressivamente, membros da ___________ e os _____________ também puderam ocupar cargos de ________________ e votar leis de seu interesse ao criarem, por exemplo, a magistratura dos ___________________.

 

Ufa!!! Concluímos...vamos revisar!

6º-ANO-HIST-2 qui-3 corte