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Aspectos populacionais, urbanos, políticos, culturais e econômicos de países asiáticos – 9º Ano – 6ª quinzena – 3º ciclo - 30/11/2020

Olá!!

Que bom ter você aqui!

Vamos estudar um pouco sobre os locais com maior desenvolvimento industrial e tecnológico na Ásia.

          Ásia (principais países): A Ásia é o maior continente da Terra. Além disso, ela possui as montanhas mais altas (na cordilheira do Himalaia), as grandes planícies fluviais (como a do rio Ganges, na Índia, e a do Yang-Tsé, na China), o país com a maior área (Rússia) e os países mais populosos (China e Índia), além de grandes potências econômicas (Japão e China).

          Rússia: Durante o século 20 foi grande potência militar, econômica e política, mas perdeu importância após o final da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Hoje, o país ressurge como importante personagem mundial. Exportadora de gás natural e de petróleo, a Rússia é vital, por exemplo, para o abastecimento energético da Europa – e tem usado esse status como ferramenta de atuação geopolítica.

Disponível em: https://debategeopolitico.wordpress.com/tag/global-research/ Acesso em: 29 de set de 2020

Também chama atenção o rearmamento e atuação militar da Rússia para manter sob sua influência os países do antigo bloco soviético. Exemplo disso é a guerra contra a Geórgia (agosto de 2008) e a oposição à entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O país conta ainda com vasta gama de recursos minerais e produtos agrícolas, além de grande diversidade industrial, que herdou da época soviética e que inclui de indústrias aeroespaciais às de base.

          República Popular da China: Tem a maior população do mundo – mais de 1,3 bilhão de habitantes – e não deve ser confundida com a República da China (Taiwan). Comandada pelo Partido Comunista da China desde 1949, é politicamente comunista e economicamente capitalista (ainda que a economia de mercado apareça apenas em algumas partes de seu território, chamadas Zonas Econômicas Especiais, as ZEEs).

          Terceira maior economia do mundo, apresentou altíssimo crescimento econômico na última década. Mesmo assim, a China apresenta grandes problemas, como falta de respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos, crescente desigualdade social entre campo e cidade e grupos separatistas (tibetanos e uigures, por exemplo).

          Japão: Devastado pela Segunda Guerra Mundial, reergueu-se rapidamente com o auxílio fornecido pelos EUA com o Plano Colombo. Em pouco tempo, tornou-se importante produtor e exportador de tecnologias de ponta, de produtos eletrônicos e informáticos. Além disso, desenvolveu forte indústria automobilística e química, escoando a produção com uma rede de transportes eficiente e moderna, que cobre todo o país.

          Sua pequena área territorial o obriga a importar muita matéria-prima e alimentos (os principais fornecedores são China, EUA e Austrália). O Japão integra o G8, detém gigantes empresas multinacionais (caso de Mitsubishi e Toyota), a maior bolsa de valores e a maior região metropolitana do mundo (a de Tóquio), constituindo-se importante centro financeiro.

          Junto com a Coreia do Sul, o Japão é um dos países mais preocupados com a pesquisa nuclear e com a ambição norte-coreana de possuir mísseis nucleares de longo alcance.

 

          Coreia do Norte: um dos países mais fechados do mundo, controlado por uma ditadura que cerceia liberdade de expressão, não permite a entrada da mídia internacional e censura a própria imprensa nacional. Sua insistência em desenvolver mísseis-balísticos e tecnologia nuclear para fins bélicos causam apreensão e instabilidade na região.

          É um país extremamente pobre por conta do boicote internacional que sofre, da pobreza de seu território e da incapacidade de seu governo, que faz gastos exacerbados com o programa militar e não provê condições mínimas à população. Doações internacionais (da China e da Coréia do Sul principalmente) ajudam a combater a fome no país. Mas esse auxílio muitas vezes é cortado com o propósito de pressionar a Coreia do Norte a abandonar o programa nuclear e reingressar no Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.

          Rússia: aparece em destaque por conta de seu rearmamento e da guerra contra a Geórgia (2008), em defesa da Ossétia do Sul a da Abkhazia. Os dois assuntos indicam que a Rússia tenta ampliar e intensificar sua influência sobre os países da antiga Cortina de Ferro, contrapondo-se à ampliação da OTAN na região.

          A Geórgia, situada no Cáucaso, é uma importante passagem das rotas energéticas para Europa e é considerada alinhada com os EUA (interessado na região por conta da proximidade com a Rússia). Já o rearmamento russo pretende conferir poder militar e capacidade de intervenção bélica, dando também maior relevância internacional à Rússia.

Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/386888/ Acesso em: 29 de set de 2020

           China: seu constante crescimento e desenvolvimento econômico lhe conferem importância. Mas o confronto entre governo e movimentos separatistas de duas regiões autônomas, Tibete e Xinjiang, é um tema bastante atual.

          A província de Xinjiang é habitada por uigures e fica próxima à fronteira com Paquistão e Afeganistão. Sua população tem cultura turca e religião muçulmana e, por isso, sente-se mais ligada aos países vizinhos. O Tibete fica na região do Himalaia e foi conquistado pela China na década de 1950. É habitado por tibetanos, que professam o budismo. A China tem reprimido violentamente as manifestações por independência nestes países.

Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/asia-principais-paises-resumo-dicas-e-questoes-comentadas/ Acesso em: 11 de set de 2020.

Chegamos ao final desta aula.

Agora são propostos alguns questionamentos

Que vão levar você a retomar ao conteúdo estudado.

ATIVIDADES

  1. Leia o texto a seguir.

          Ao limitar a maioria dos casais da China continental a um filho, a Comissão Nacional de População e Planejamento Familiar afirma que cerca de 400 milhões de nascimentos foram prevenidos de 1979 em diante.

          “Os nascimentos prevenidos na China também são significativos para a preservação dos recursos naturais e meio ambiente em todo o mundo”, diz o professor Yuan Xin, do Instituto de População e Desenvolvimento, parte da Universidade Nankai. “Mas esse mérito poderia ser desperdiçado caso a população chinesa viesse a consumir de modo incansável, como fazem os ocidentais, dado o tamanho da população do país”.

          Os dados oficiais demonstram que o consumo per capita chinês é 20% inferior ao dos Estados Unidos. Caso fossem iguais, o uso total de energia na China seria quatro vezes maior que o norte-americano.

          De acordo com Yuan, o governo chinês reconheceu o potencial de consumo excessivo e adotou políticas que encorajam uma economia e estilo de vida “verdes”. Promoveu o fechamento de indústrias poluentes e que consomem energia intensamente, desencorajou a compra de automóveis por meio de diversas medidas, promoveu a separação do lixo reciclável e a conservação de água e energia, e proibiu a distribuição de sacolas plásticas.

Folha de S. Paulo, 31/10/2011. Disponível em: Folha.uol

          O texto revela os resultados das práticas de controle do crescimento e do modo de vida da população chinesa promovidas pelo governo. Entretanto, como um possível problema ou efeito colateral futuro dessa política, podemos citar:

          a) (   ) O aumento das disparidades econômicas entre as diferentes regiões chinesas.

          b) (   ) Problemas relacionados à previdência social e à aposentadoria, em virtude da inversão da pirâmide etária da população.

          c) (   ) Diminuição do nacionalismo chinês em virtude do aumento da influência da globalização, o que poderia provocar a fragmentação do território da China.

          d) (   ) As estratégias de redução de consumo podem provocar aumentos excessivos de inflação na economia chinesa.

  1. Pode-se afirmar que no território chinês existem duas Chinas. Sobre as disparidades regionais entre essas duas realidades, podemos afirmar que:

          a) (   ) A porção Oriental é extremamente rica e a Ocidental é extremamente pobre, em virtude de fatores exclusivamente naturais.

          b) (   ) A China Ocidental é mais rica e industrializada que a Oriental, em virtude da adoção de medidas nessa região que a tornaram independente do restante do país.

          c) (   ) Os avanços na China Oriental devem-se à implantação, nessa região, das ZPEs (Zonas de Proteção às Exportações), ao contrário da China Oriental, que vive, por opção do governo chinês, em uma economia basicamente agrária e estagnada.

          d) (   ) A China Ocidental é a grande responsável pelo crescimento chinês, porque nela foram adotados os valores culturais e econômicos do capitalismo ocidental.

  1. Analise as afirmativas e marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.

          a) (   ) Com 44,9 milhões de quilômetros quadrados, correspondendo a 30% das terras emersas do globo, a Ásia é o maior continente do planeta.

          b) (   ) O continente asiático é o mais populoso, sendo a Índia o país de maior concentração populacional do mundo.

          c) (   ) Todos os países asiáticos são considerados subdesenvolvidos, pois a economia desse continente baseia-se nas atividades agrícolas.

          d) (   ) A Ásia, em especial os países do Oriente Médio, é responsável pela produção de cerca de 50% do petróleo mundial.

          e) (   ) O Japão é a principal nação industrializada do continente asiático, sendo a Coreia do Sul e a China outros países de grande industrialização.

  1. Qual é a atual situação política e econômica da Coreia do Norte?

 

 

  1. Em relação a sua região, em quais atividades econômicas e industriais a Rússia possui certa notoriedade?

 

 

  1. Cite as principais características econômicas do Japão.

 

Terminamos!!!!!

Agora só um recadinho