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Gênero: romance infanto-juvenil – 6º Ano – 4ª Quinzena – 3º Ciclo – Aula e Impressão - 19/10/2020

Vamos começar mais uma aula. Animado?
Nesta época de seca e calor, hidrate-se : com frutas e líquidos!!!

https://youtu.be/4uqbMXAoRus

Romance infantojuvenil

 

    Romance é a forma literária pertencente ao gênero narrativo e que apresenta uma história completa composta por enredo, temporalidade, ambientação e personagens definidos de maneira clara.

    É oriundo dos contos épicos e revela ações em conjunto com a distribuição de personagens ao longo da trama. Entre as características marcantes desse gênero está a proximidade com a realidade.

    O romance é uma narrativa longa, com personagens variados. A organização é feita em torno da trama, mas a linguagem é variável, seguindo a proposta em que é ambientado. Pode ser fictício ou mesclar a ficção com a realidade.

    A obra Dom Quixote, do espanhol Miguel Cervantes, é apontada como precursora do romance moderno.

    No Brasil, os principais autores são Machado de Assis, Jorge Amado e Graciliano Ramos. Muitos autores brasileiros se destacam em seus romances voltados para o público infantojuvenil, como por exemplo, Monteiro Lobato, Tatiana Belink, Lygia Bojunga, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Pedro Bandeira e Ziraldo.

Disponível em: https://www.todamateria.com.br/o-que-e-romance/Acesso em 09 de set. de 2020.(Adapatado)

 

A origem do gênero infantojuvenil

Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcTBXHrLmf4cnU_RPYSxty6z4d43fifZbdpC4g&usqp=CAU/Acesso em 09 de set. de 2020.

 

      A origem do gênero infantojuvenil começa a se delinear na passagem entre os séculos XVII e XVIII quando a criança passa ser considerada em suas especificidades e suas diferenças em relação aos adultos. A princípio, e durante muitos anos, a literatura se apresenta como conteúdo adulto, deixando de notar a riqueza criativa que habita as experiências da infância.

    Ao final do século XVIII, alguns escritores mudam o rumo das estórias infantis e juvenis. A realidade da criança passa a ser retratada considerando a sua simbologia, sua afetividade, sua psicologia e o seu desenvolvimento cognitivo. Tudo isso por meio da linguagem literária, que permite à criança e ao jovem ver o seu universo sendo mimetizado lúdica e artisticamente.

 

Disponível em: https://www.infoescola.com/literatura/literatura-infantojuvenil//Acesso em 09 de set. de 2020.

 

Atividades

 Leia o texto abaixo para responder às próximas questões: 

 

Disponível em: https://encryptedtbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRySOy4xUkBkblZMdHbnGO_Bd72w3uAf24fmw&usqp=CAU /Acesso em 09 de set. de 2020.(Adapatado)

 

    

    A bolsa amarela

 

    (Lygia Bojunga Nunes)

 

    Meu irmão chegou em casa com um embrulhão. Gritou da porta:

    — Pacote da tia Brunilda!

Todo o mundo correu, minha irmã falou:

    — Olha como vem coisa.

Rebentaram o barbante, rasgaram o papel, tudo se espalhou na mesa. Aí foi aquela confusão:

    — O vestido vermelho é meu.

    — Ih, que colar bacana! Vai combinar com meu suéter.

    — Vê se veio alguma camisa do tio Júlio pra mim.

    — Que sapato alinhado, tá com jeito de ser meu número.

    Eu fico boba de ver como a tia Brunilda compra roupa. Compra e enjoa. Enjoa tudo: vestido, bolsa, sapato, blusa. Usa três, quatro vezes e pronto: enjoa. Outro dia eu perguntei:

    — Se ela enjoa tão depressa, pra que ela compra tanto? É pra poder enjoar mais.

    Ninguém me deu bola. Fiquei pensando no tio Júlio. Meu pai, dia que ele dá um duro danado pra ganhar o dinheirão que ele ganha. Se eu fosse ele, ficava pra morrer de ver a tia Brunilda gastar o dinheiro numas coisas que ela enjoa logo. Mas ele não fica. Eu acho isso tão esquisito” Outra coisa um bocado esquisita é que se ele reclama, ela diz logo: “Vou arranjar um emprego” Aí ele fala: “De jeito nenhum!” E dá mais dinheiro. Para ela comprar mais. E pra continuar enjoando. Vou ver se um dia eu entendo essa jogada.

Não parava de sair coisa do pacote. Minha mãe falou:

    — Que boazinha que é a Brunilda: sabe como a gente vive apertada e cada vez manda mais roupa.

Eu parei de fazer o dever e fiquei espiando. Vi aparecer uma bolsa; todo o mundo pegou, examinou, achou feia e deixou pra lá. Antes, quando chegavam os pacotes da tia Brunilda e não sobrava nada pra mim, eu ficava numa chateação daquelas. E se eu pedia qualquer coisa o pessoal falava logo:

    — Ora, tia Brunilda só manda roupa de gente grande, não serve pra você.

    — É só cortar, diminuir.

    — Não adianta: mesmo diminuindo tudo continua com cara de gente grande.

    — Roupa não tem cara.

    — Tem, sim, senhora.

    E nunca fiquei com nada.      Num instantinho sumiam com tudo, e usavam, usavam, usavam, até pifar. Aí, no dia que a roupa pifava, a gente ajeitava daqui e dali, e a roupa ficava pra mim. Eu não dizia nada. Até que uma vez não resisti e perguntei:

    — Quer dizer que quando a roupa pifa, pifa também a tal cara de roupa de gente grande?

    E o pessoal falou que sim, que era isso mesmo. (É por causa dessas coisas que eu queria tanto crescer: gente grande tá sempre achando que criança tá por fora.)

    Aí aconteceu uma coisa diferente: de repente sobrou uma coisa pra mim.

    – Toma, fica pra você.

    Era a bolsa

    (…)

    Cheguei em casa e arrumei tudo que eu queria na bolsa amarela. Peguei os nomes que eu vinha juntando e botei no bolso sanfona. O bolso comprido deixei vazio, esperando uma coisa bem magra pra esconder lá dentro. No bolso bebê eu guardei um alfinete de fralda que eu tinha achado na rua, e no bolso de botão escondi uns retratos do quintal da minha casa, uns desenhos que eu tinha feito, e umas coisas que eu andava pensando. Abri outro zíper;  escondi fundo minha vontade de crescer; fechei. Abri outro zíper; escondi mais fundo a minha vontade; fechei. […] Pronto! A arrumação tinha ficado legal. Minhas vontades tavam presas na bolsa amarela, ninguém mais ia ver a cara delas. 

 

 

Nada como aproveitar esta tranquilidade e ler em casa….
  1. O trecho lido do texto “A Bolsa amarela” apresenta características

 

 

  1. a) ( ) narrativas.
  2. b) ( ) instrucionais.
  3. c) ( ) argumentativas.
  4. d) ( ) descritivas.
  1. Com que finalidade o texto acima foi escrito?

 

 

  1. a) ( ) Informar o leitor sobre um fato.
  2. b) ( ) Vender um produto.
  3. c) ( ) Narrar uma história.
  4. d) ( ) Instruir a fazer algo.
  1. Nesse texto, há presença de um narrador observador ou de um narrador personagem? Justifique sua resposta.
  1. De acordo com o texto, que nome e idade você daria à garotinha da história?

 

  1. Qual é a bronca da menina na primeira parte do texto?

 

 

  1. No trecho “Se eu fosse ele, ficava pra morrer de ver a tia Brunilda gastar o dinheiro numas coisas que ela enjoa logo”, o que significa a expressão destacada no texto?

         Nessa expressão é utilizada uma figura de linguagem? Explique. 

 

 

 

  1. No trecho “E nunca fiquei com nada. Num instantinho sumiam com tudo, e usavam, usavam, usavam, até pifar.

      Explique o porquê das palavras repetidas, em destaque no texto.                                

 

 

  1. E você, se tivesse uma bolsa amarela, quais objetos e vontades guardaria nela?

Faça um desenho para ilustrar a sua resposta.

 

Tá acabando….

 

  1. Por que você acha que a personagem tinha uma vontade muito grande de crescer?

 

Disponível em: https://arteemanhasdalingua.blogspot.com/2019/08/atividade-sobre-o-texto-bolsaamarela.html/Acesso em 09 de set. de 2020.(Adapatado)

 

Viu? Já acabou!!! Literatura é muito bom!!!
Não se esqueça de lavar regularmente as mãos! E….imprima a atividade, tá? Tá logo aí abaixo.

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