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A formação e o funcionamento das monarquias europeias: a lógica da centralização política e os conflitos na Europa: Conceito de nação e suas modificações em diferentes tempos e culturas. 7 ª e 8 ª Semana – História 7 º Ano - 12/06/2020

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História

Hoje falaremos sobre...

A formação e o funcionamento
das Monarquias europeias

A Formação das Monarquias Nacionais ocorreu durante o período da Baixa Idade Média, entre os séculos XII e XV, nos países da Europa Ocidental, com destaque para as monarquias portuguesa, espanhola, francesa e inglesa.

 

Para compreender como ocorreu esse processo leia o texto a seguir: 

Formação das Monarquias Nacionais

     Esse processo ocorreu de maneira similar nos países europeus, entretanto, em tempos distintos. Em Portugal teve início no século XII, com a Dinastia de Borgonha (Dinastia Afonsina), sendo mais tarde consolidada pela Dinastia de Avis.

     Na Espanha ocorreu a partir da União dos reinos de Aragão e Castela, apresentando seu apogeu com a Dinastia de Habsburgo. Ambos países (Portugal e Espanha) começaram o processo de formação dos estados nacionais após a expulsão dos Mouros (muçulmanos) que habitavam a península ibérica desde o século VIII.

      Na França, considerada exemplo máximo do absolutismo europeu, esse processo foi consolidado com a Dinastia Capetíngia e a Dinastia Valois; e, por fim, na Inglaterra, com a Dinastia Plantageneta e a Dinastia Tudor. Observe que tanto na Espanha, quanto na França e na Inglaterra, a formação dos estados nacionais tiveram início no século XV.


Contexto Histórico: Resumo

     Com a crise do sistema feudal na Baixa Idade Média (XI e XV), o crescimento demográfico, o surgimento da burguesia e o desenvolvimento do comércio, a partir da expansão das rotas marítimas, os países europeus foram criando seus próprios modelos de centralização política, donde o rei tornou-se uma das figuras mais importantes ao lado da Igreja e da nova classe que surgia: a burguesia.

     Junto a isso, os ideais mercantilistas dos quais estavam imbuídos os novos mercadores, comerciantes e profissionais burgueses, aceleraram o nascimento de um novo sistema econômico: o capitalismo. Antes de mais nada, devemos ter em conta que esse sistema que surgiu, tratava-se de um capitalismo primitivo (um pouco diferente do conceito que temos hoje dele), pautados nos ideais do lucro, monopólio comercial, protecionismo alfandegário (proteção da economia pela entrada de produtos estrangeiros), metalismo (acúmulo de metais preciosos), os quais levaram à introdução da moeda como valor de troca.

     Enfim, o sistema feudal e rural (administrado pelos senhores feudais), foi substituído pelo sistema capitalista, onde o crescimento das cidades (burgos) e a intensificação do comércio e das feiras livres pela classe burguesa marcou o período que ficou conhecido como Renascimento Comercial e Urbano.

Diante disso, os senhores feudais que possuíam grande poder na Idade Média, começam a perder sua posição, donde o Rei torna-se a figura responsável por administrar a política e a economia. Esse grande poder atribuído ao Monarca foi efetivado pelo apoio recebido da nobreza e sobretudo dos burgueses, a nova classe social que enriquecia cada vez mais, com o desenvolvimento do comércio.

     Desde o surgimento e organização da classe burguesa, eles lutavam pela autonomia das cidades (dominadas ainda pelos senhores feudais), movimento que ficou conhecido como Movimento Comunal, referente às Comunas, ou cidades livres, libertadas das mãos dos senhores feudais.

Foi assim que a crise do sistema feudal e medieval teria sido solucionada, ou seja, por meio da centralização política nas mãos do Monarca (Rei), donde ele, como o poder soberano, decretava as leis, arrecadava impostos bem como organizava os exércitos nacionais. Todas essas características mediante o poder centrado numa única figura soberana, o Rei, ficou conhecida como Absolutismo Monárquico.

     A partir disso, foram criados os Estados Nacionais, os quais apresentavam suas fronteiras, limites dos territórios e o exército nacional (para segurança da nação). No âmbito econômico, as monarquias nacionais visavam a unificação dos padrões monetários e também um sistema de cobrança dos impostos.

Em suma, a união dos interesses políticos dos Reis e os interesses econômicos da burguesia, foram essenciais para formação das Monarquias ou Estados Nacionais, extinguindo o domínio dos senhores feudais do período medieval, dando início a Era Moderna.

Disponível em:https://www.todamateria.com.br/formacao-das-monarquias-nacionais/ Acesso em: 25 de maio de 2020.

Atividades

Se liga na dica: anote as respostas no seu caderno

01. Sobre a centralização política na Europa durante a época moderna, é correto afirmar que se tratou de um processo

a) (  ) uniforme, ou seja, que ocorreu no mesmo momento e da mesma forma em diferentes países europeus.

b) ( ) no qual a nascente burguesia ocupou o poder, e os reis e rainhas tinham pouco poder.

c) (  ) ocorreu de maneira similar nos países europeus, entretanto, em tempos distintos.

d) (  ) que se iniciou na Inglaterra, durante o reinado de Henrique VIII, o primeiro a centralizar o poder.

 

02. Assinale com (V) para as alternativas que são características do contexto histórico da formação das monarquias (F) para as que não são.

a)    (    ) crise do sistema feudal na Baixa Idade Média.

b)   (    ) o crescimento demográfico.

c)    (    ) o surgimento da burguesia e o desenvolvimento do comércio.

d)   (    )  expansão das rotas marítimas.

 

03. A Formação das Monarquias Nacionais ocorreu durante o período da Baixa Idade Média, entre os séculos XII e XV, nos países da Europa Ocidental, com destaque para as monarquias portuguesa, espanhola, francesa e inglesa.

No quadro a seguir anote como ocorreu esse processo em cada uma dessas monarquias.

 Portuguesa

 

 

Espanhola

 

 

Francesa

 

 

Inglesa

 

 

 

04. A centralização política nas mãos do Monarca (Rei), donde ele, como o poder soberano, decretava as leis, arrecadava impostos bem como organizava os exércitos nacionais.

Todas essas características mediante o poder centrado numa única figura soberana, o Rei, ficou conhecida como

  1. ( ) Absolutismo Monárquico.
  2. ( ) Renascimento Comercial e Urbano.
  3. ( ) Movimento Comunal.
  4. ( ) Capitalismo.
 

05. Relacione as características deste período aos seus respectivos significados.

a) Burguesia.

b) Protecionismo alfandegário

c) Capitalismo primitivo

d) Metalismo

e) Movimento Comunal

f) Burgos

( ) novo sistema econômico que surge por meio dos ideais mercantilistas.

( ) acúmulo de metais preciosos.

( ) proteção da economia pela entrada de produtos estrangeiros

( ) referente às Comunas, ou cidades livres, libertadas das mãos dos senhores feudais.

( ) Cidades.

( ) nova classe que surgia.

06. Quais eram as principais características dos Estados Nacionais e quais foram os elementos essenciais para formação das Monarquias ou Estados Nacionais?

Leia o texto a seguir

Conceito de Estado-nação

O conceito de Estado-nação refere-se à forma de organização dos governos dos Estados Modernos e às organizações sociais que se estabeleceram em torno deles.

Nação é um termo utilizado para se referir a um grupo de pessoas ou habitantes que compartilha de uma mesma origem étnica, de um mesmo idioma e de costumes relativamente homogêneos, ou seja, semelhantes entre os seus pares. Além de apresentar todos esses aspectos, uma nação para ser considerada como tal precisa agregar um sentimento de pertença ao todo desse grupo, ou seja, é preciso haver uma vontade por parte dos indivíduos em formarem uma nação.

O conceito de Estado-nação refere-se à forma de organização dos governos dos Estados Modernos e às organizações sociais que se estabeleceram em torno deles.

Quando falamos do conceito de Estado, referimo-nos aos mecanismos de controle político de um governo que rege determinado território. Organizações como um Parlamento ou um Congresso, instituições legais e um exército permanente são ferramentas utilizadas por um governo para controlar as várias esferas que compõem a sociedade de um Estado-nação. Um Estado-nação é constituído por uma massa de cidadãos que se considera parte de uma mesma nação. Sob essa perspectiva, podemos afirmar que todas as sociedades modernas são Estados-nações, isto é, todas as sociedades modernas estão organizadas sob o comando de um governo instituído que controla e impõe suas políticas.

Muito embora a entidade do Estado tenha existido em vários momentos de nossa história, há algumas características que diferenciam os Estados-nações modernos que observamos hoje daqueles que surgiram em sociedades tradicionais e não industriais. O sociólogo Anthony Guiddens pontua as principais diferenças que podemos observar ao compararmos os dois momentos distintos dessa forma de organização:

Soberania – A Idade Média caracterizou-se pelo absolutismo e pelos governos monárquicos, nos quais a figura do Estado estava atrelada à figura do Rei. Porém, os territórios sobre os quais esses Estados tradicionais exerciam domínio estavam muito mal definidos, e o nível de controle do governo central era precário, se compararmos com o que vemos hoje. O princípio da soberania de um Estado, ou o exercício da autoridade absoluta que um governo deve ter sobre o território ao qual pertence, era ainda mal definido e não era tão relevante quanto é nos Estados contemporâneos.

     Cidadania – A ideia de cidadania, ou seja, a condição de cidadão que aqueles que detêm o direito de participação na vida política de um Estado possuem, não existia para a grande maioria dos indivíduos que integrava os Estados tradicionais. A maior parte da população demonstrava pouco ou nenhum interesse nos assuntos referentes aos seus governantes.

A bandeira é um dos mais marcantes símbolos de uma nação.

     Os direitos políticos, ou o poder de exercer influência sobre assuntos políticos, eram reservados apenas para uma pequena parcela da população. Em contrapartida, nos Estados-nações modernos, a maior parte das pessoas que vive sob a jurisdição de um sistema político é cidadã, partilhando de direitos e deveres assegurados por seu governo, tendo ainda o poder de interferência e influência nas decisões políticas de seu interesse.

Nacionalismo – O sentimento de nacionalismo é um dos pontos mais característicos de um Estado-nação. Esse sentimento está atrelado a um conjunto de símbolos e convicções vistos como traços representativos de uma determinada identidade nacional. O nascimento de um sentimento nacionalista tornou-se uma das principais fontes de força unificante e mobilizadora. Línguas em comum, religiosidade e símbolos foram usados como pontos de aglomeração de povos, que passaram a se ver representados por sua nacionalidade.

Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/conceito-estado-nacao.htm Acesso em: 25 de maio de 2020.

Agora vamos voltar aos exercícios

07. Nação é um termo utilizado para se referir a um grupo de pessoas ou habitantes que compartilha de uma mesma origem étnica, de um mesmo idioma e de costumes relativamente homogêneos, ou seja, semelhantes entre os seus pares. Além de apresentar todos esses aspectos, o que mais é necessário para ser considerado nação?

 

08. Em relação ao conceito de Estado-nação podemos dizer que:

( ) Estado não é mecanismo de controle político de um governo que rege determinado território.

( ) Um Estado-nação é constituído por uma massa de cidadãos que se considera parte de uma mesma nação.

( ) As sociedades modernas  não eram  Estados-nações.

( ) Os Estados-nações modernos que observamos hoje são completamente iguais aos das sociedades tradicionais e não industriais.

 

09. Quais eram as principais diferenças na forma de concepção da cidadania entre os Estados tradicionais e Estados-nações modernos?

 

10. Sentimentos característicos de um Estado-nação que está atrelado a um conjunto de símbolos e convicções vistos como traços representativos de uma determinada identidade nacional.

a) ( ) Cidadania

b) ( ) Civismo

c) ( ) Soberania

d) ( ) Nacionalismo

Seu empenho e dedicação são fundamentais para uma aprendizagem de qualidade.

Ótimo trabalho, pessoal!
Até a próxima aula

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