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A divisão do mundo em Ocidente e Oriente – 9º Ano – 3ª quinzena – 3º corte – AULA e IMPRESSÃO - 02/10/2020

Oi!!!

Que bom ter vocês de volta!

Aqui vocês irão visualizar espaços geográficos desenvolvidos,

alguns a caminho do desenvolvimento e outros menos avançados,

do ponto de vista econômico, científico e tecnológico.

Dito isso, está feito o convite:

Aproveite este assunto de hoje como cidadão do mundo.

Vamos lá?!

Você se considera ocidental?

Para grande parte do mundo, o Brasil não faz parte do Ocidente

          Para os brasileiros, esta não é uma questão: nos consideramos ocidentais. Na escola, na mídia, no dia a dia, falamos do Ocidente como o lugar a que pertencemos: “aqui no Ocidente, a Ioga ainda é vista como hobby”, dizia artigo em um jornal. Mas, se tiver algum amigo europeu ou norte-americano, faço o teste. Pergunte se o Brasil é um país ocidental. A resposta revelará que a definição não é tão consensual. O Ocidente não somos nós – ao menos para grande parte do mundo.

          Isso porque falar uma língua de origem latina e estar a oeste do meridiano de Greenwich não é suficiente para estar no Ocidente. Enquanto Estados Unidos e Portugal são indiscutivelmente “ocidentais”, a classificação de países como o Brasil e a Argentina não é unânime.

Mas, afinal, o que faz um país ocidental?

Abaixo, a divisão geográfica do planeta em dois hemisférios:

Um conceito mutável

          A dicotomia (divisão) Ocidente-Oriente remonta à época do império Romano e, desde os primórdios, já guardava aspectos tanto geográficos quanto culturais.

         No período de queda do império, a divisão tomou caráter oficial com a instituição do Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e o Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla (atual Istambul):

          Enquanto a parte ocidental se desintegrou já no século 5, o império a Oriente se manteve unificado até 1453, quando foi tomado pelos turcos islâmicos. A partir desse momento, o conceito de Ocidente começa a aproximar da ideia de “cristandade”, em oposição ao islã que vinha do oriente.

         “O Ocidente sempre se definiu em oposição a algo, ora em relação aos povos islâmicos do Oriente Médio, ora em relação aos povos asiáticos de maneira geral”, afirma o professor José Henrique Bortoluci, do Departamento de Fundamentos Sociais e Jurídicos da FGV. “É um conceito que necessariamente abarca uma exclusão do outro”.

          Dos romanos aos dias atuais, o conceito de ocidente ganhou diversas interpretações e durante a Guerra Fria adquiriu também contornos políticos e econômicos.

         “No período da Guerra Fria, o conceito de Ocidente passa a ser associado a existência de certas instituições, como democracia e capitalismo e, ainda que de maneira difusa, também a valores judaico-cristãos.”                                                                                                   

José Henrique Bortoluci, professor da FGV

         Dessa maneira, explica Bortolucci, países como Austrália e Nova Zelândia seriam indiscutivelmente parte do mundo ocidental, ainda que geograficamente estejam mais próximos da Ásia.

E o Brasil?

          Não há consenso sobre qual a classificação para o Brasil. Se não somos ocidentais, há diversas classificações possíveis: latino-americanos ou mundo em desenvolvimento são opções.  Outras regiões neste ‘limbo’ classificatório são a África e a Rússia.

          “A classificação da América Latina e do Brasil é particularmente problemática”, segundo o professor. Se por um lado a colonização europeia deixou marcas na língua e no modelo de organização dos países latino-americanos, o subdesenvolvimento socioeconômico e as ditaduras que marcaram a história da região excluiriam esses países do clube ocidental.

          “Alguns estudiosos se referiam a América Latina como ‘extremo ocidente’ para demarcar a diferença em relação aos países capitalistas avançados” 

Termo cunhado pelo diplomata e politólogo francês Alain Rouquié

         Em outras palavras, na parte ‘desenvolvida’ do mundo, o Ocidente é sinônimo de desenvolvimento, democracia e cultura de base europeia — uma definição vaga que não deixa de ter certa carga de preconceito. Para Oliver Stuenkel, autor do livro O Mundo Pós-Ocidental, o debate acerca da filiação do Brasil ao Ocidente gera poucos resultados concretos para as políticas externas.

        “O conceito de Ocidente é ambíguo e, na prática, traz mais problemas que soluções”, afirma. Mesmo entre os formuladores da política externa brasileira parece não existir consenso. “O Itamaraty evita o uso do termo ‘Ocidente’ na sua linguagem diplomática oficial porque mesmo entre diplomatas não há entendimento comum”, afirma o estudioso.  Stuenkel, no entanto, vê vantagens nessa ambiguidade do Brasil em relação ao ocidente. “Em um mundo multipolar, ter legitimidade para dialogar com vários atores é estratégico. O Brasil é um dos poucos países que consegue dialogar com as potências ocidentais ao mesmo tempo que tem legitimidade para liderar os países não ocidentais”.                                                                 

Disponível em: https://tinyurl.com/rek32tf.Acesso 04 de set de 2020.

Agora você vai exercitar e ampliar a compreensão do conteúdo.

Vamos lá?!

Atividades

  1. Qual é a origem histórica e cultural da noção de Ocidente e Oriente?

 

  1. Segundo a discussão do texto, o Brasil pode ser considerado um país ocidental? Por quê?

 

  1. De acordo com o texto o que, por fim, significa “Ocidente”?
  1. As expressões “velho mundo”, “novo mundo” e “novíssimo mundo” referem-se a uma forma de distinção dos continentes que

     a) (  ) obedece a fatores econômicos.

     b) (   ) corresponde a uma visão eurocêntrica.

   c) (   ) designa as mudanças no poderio das lideranças mundiais.

   d) (  ) está relacionada aos processos de descolonização.

  1. As discussões sobre o povoamento do continente americano estão relacionadas também com questões políticas. Um dos problemas de ordem política e cultural que estariam relacionados com essas discussões é

     a) (  ) a tese da superioridade do homem tropical, que se contrapõe à superioridade do homem africano.

     b) (  ) a tese da impossibilidade da travessia do Estreito de Bering.

     c) (  ) a tese da falsidade das pinturas arqueológicas da Serra da Capivara, no Piauí.

     d) (  ) a tese do eurocentrismo, que, entre outras coisas, advoga a expansão da humanidade pelo mundo a partir do continente europeu.

  1. A xenofobia não é necessariamente um problema continental, mas territorial e que se estabelece através das distinções entre os diferentes Estados e as diferentes nações. No entanto, há um continente no planeta que se destaca dos demais por apresentar com maior frequência a prática de manifestações xenofóbicas, que é

      a) (   ) a África       

      b) (   ) a Europa

      c) (   ) a Ásia

      d) a América do Norte

Terminamos mais essa atividade!

Até a próxima!!!!

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